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Sul-africana Walletdoc oferece passkey da Visa com biometria

Lojistas da Walletdoc, na África do Sul, podem ativar passkeys da Visa: o cliente aprova a compra com rosto, digital ou PIN, sem código de uso único.

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· 3 min

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Piotr Swat / Shutterstock.com

Lojistas que usam a plataforma da Walletdoc, empresa sul-africana de tecnologia de pagamentos, já podem ativar as Visa Payment Passkeys no checkout online. Com o recurso, quem paga com cartão Visa confirma a compra pelo rosto, pela digital ou pelo PIN do celular, sem digitar código de uso único e sem ser levado ao banco, informou a empresa em comunicado publicado na Finextra.

Como muda a aprovação da compra online

Etapa 3D Secure (modelo atual) Visa Payment Passkeys
Onde o cliente aprova No banco, antes de voltar à loja No próprio celular
Como confirma Código de uso único ou app do banco Rosto, digital ou PIN do aparelho
Onde fica a credencial Não se aplica No aparelho; a biometria não é compartilhada

Comparação descrita no comunicado da Walletdoc. Fonte: Finextra

Como a biometria substitui o código

O cadastro, segundo a Walletdoc, pede poucos toques. O comprador gera a chave de acesso uma vez e, quando voltar a pagar com o mesmo cartão naquele telefone, usa essa chave para validar a transação. A credencial não sai do aparelho e as informações biométricas ficam com o usuário, o que, pela descrição da empresa, deixa o método protegido contra phishing.

Hoje, a maior parte das compras online com cartão no país passa pelo 3D Secure (3DS), protocolo que desvia o cliente até o banco para autorizar o pagamento e só então o devolve ao site da loja. A Walletdoc tem tecnologia de 3DS desenvolvida em casa e apresenta as passkeys como uma camada que preserva essa proteção e corta etapas. Para o lojista, a integração vem pela plataforma da empresa, sem desenvolvimento próprio.

O recurso se soma às carteiras digitais que a Walletdoc já aceita (Apple Pay, Samsung Pay e Google Pay) e estende a confirmação biométrica a qualquer pagamento com cartão Visa, e não só ao que passa por carteira.

O argumento da fraude e da conversão

O comunicado cita um dado atribuído à Visa: a autenticação biométrica pode reduzir a fraude em até 50% na comparação com códigos de uso único enviados por SMS. O texto afirma ainda que todos os grandes sistemas operacionais e 90% dos navegadores já suportam o padrão que sustenta as passkeys, numa base estimada em 4 bilhões de aparelhos de consumidores no mundo.

Dan Wagner, Joint CEO (co-CEO) da Walletdoc, disse que a novidade oferece aos lojistas “uma forma comprovada de reduzir fraude enquanto convertem mais vendas” (em tradução livre). Vinesh Ramnarain, vice-presidente de produto e soluções da Visa para a África Subsaariana (Vice President: Product and Solutions), afirmou que o setor lida há anos com o desafio de “como tornar a autenticação mais forte sem deixar a jornada do cliente mais complicada” (em tradução livre).

A bandeira já tinha levado a mesma tecnologia a outros mercados. Na Ásia, a Visa lançou o pagamento por biometria na Índia, com a passkey no lugar do código recebido por mensagem.

Na Europa, a tecnologia também apareceu na primeira compra por agente de IA com passkey feita por Visa e Revolut na França.

O que observar

O primeiro teste está na adesão dos compradores. A chave precisa ser criada no primeiro uso, e o ganho de agilidade só aparece a partir da compra seguinte com o mesmo cartão no mesmo aparelho. Vale acompanhar se empresas de pagamento da região vão divulgar números próprios de conversão e de fraude depois da troca, já que o percentual de até 50% citado no anúncio vem da bandeira, e não de uma operação local.

A outra pergunta envolve os emissores. No 3DS, é o banco que recebe o comprador na etapa de aprovação. Resta saber como os bancos sul-africanos vão se posicionar num fluxo em que a confirmação acontece inteira no aparelho do cliente.

Fontes: Finextra • Let’s Money • Let’s Money

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