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Inter lança anel, pulseira e relógio NFC para pagamento

Banco Inter lança anel a partir de R$ 465, pulseira de R$ 349 e relógio com Acto, todos com NFC passivo e rail Mastercard, em estratégia de ecossistema.

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· 3 min

Atualizado em

Foto: Divulgação

O Banco Inter lançou nesta terça-feira (2) uma linha de wearables com relógio, anel e pulseira para pagamentos por aproximação. O anel custa entre R$ 465 e R$ 485, a pulseira sai a R$ 349 e o relógio, o Inter Watch, em parceria com a fabricante brasileira Acto, deve chegar nos próximos meses.

Linha de wearables do Inter

Item Detalhe
Anel cerâmica R$ 465, em rosa, preto e cinza
Anel metálico R$ 485, em dourado e prata
Pulseira R$ 349
Relógio Inter Watch, parceria com Acto, lançamento nos próximos meses (sem data anunciada)
Tecnologia NFC passivo, sem bateria

Linha anunciada em 2 de junho. Fonte: CNN Brasil

Como funciona e quem é o público

As transações usam o rail da Mastercard e a tecnologia NFC, com limite de R$ 200 por compra (acima desse valor é preciso digitar a senha). Como no pagamento por aproximação convencional, o Inter combina tokenização e criptografia. “Às vezes a pessoa sai para correr aqui no Ibirapuera e não quer levar carteira, celular, então ela leva só o wearable. É como se tivesse um cartão embedado na sua mão”, disse Rodrigo Gouveia, diretor-executivo de E-Commerce e Ecossistemas do Inter, no evento de lançamento.

O banco encomendou “algumas centenas de milhares” de dispositivos e enxerga base potencial em torno de 12 milhões de pessoas. O cálculo do executivo considera que 20% a 30% dos clientes Inter usam iPhone, sistema com forte adoção do pagamento por aproximação. Os dispositivos são vendidos pelo Inter Shop, no Super App, e a venda física está prevista para as próximas semanas em unidades do Inter Café e salas VIP do Inter a serem anunciadas. Clientes que usarem os wearables ganham pontuação bônus no Inter Loop por três meses. O banco prevê que os chips também possam abrir fechaduras eletrônicas, passar em catracas e destravar portas de carros alugados, conforme parcerias ainda em negociação.

O Inter na corrida brasileira de wearables NFC

O movimento entra num mercado em que poucos emissores brasileiros já têm produtos vestíveis ativos. O Banco do Brasil tem a pulseira Ourocard e a BPP comercializa a pulseira BPP/Visa. O Inter chega com a aposta mais ampla até aqui, três formatos e a possibilidade de usar o dispositivo como fator adicional de autenticação em transações como o Pix. Gouveia indicou que, no futuro, os dispositivos passivos podem se conectar com smartwatches ativos: “Isso ainda não existe em escala, dessa forma, em nenhum lugar, mas queremos estar na vanguarda”, afirmou.

O lançamento se soma à estratégia de inovação que o Inter vem ampliando, incluindo o concierge de IA para 8,8 milhões de investidores anunciado em maio e o resultado do 1T26 com R$ 395 milhões de lucro. O foco em ecossistema aparece também na escolha do Inter Café no Ibirapuera como vitrine física do produto.

O que observar

O teste prático é se a base iOS apontada como público-alvo realmente converte. Pagamento por aproximação tem adoção concentrada em emissores grandes, e wearables passivos exigem dois movimentos do cliente: comprar o dispositivo e ativá-lo na conta. Para bandeiras de cartão internacionais, o lançamento agrega volume sem custo adicional de hardware. Para emissores brasileiros que ainda não entraram em vestíveis, a pergunta é se vale construir a vitrine física, e em qual arranjo de pagamento apostar. Vale acompanhar quantos dispositivos efetivamente são ativados nos primeiros trimestres e se o uso de NFC vestível abre caminho para outras experiências, como ingressos, transporte e identidade digital, citadas pelo próprio executivo como casos de uso adicionais.

Fontes: Valor Econômico • CNN Brasil • Meio & Mensagem • Let’s Money: Inter mira concierge de IA • Let’s Money: Inter no 1T26

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