O Itaú Ventures liderou a série A da Minter, startup que instala data centers móveis em geradoras de energia renovável para monetizar o curtailment, fenômeno em que a energia excedente de fontes como eólica e solar precisa ser cortada quando o sistema não consegue absorver a oferta. A rodada contou ainda com Grupo Leste e Legend Capital; o montante não foi divulgado, mas o CVC do Itaú costuma assinar cheques de R$ 20 milhões a R$ 50 milhões.
Minter: rodada e projeção
| Marco | Detalhe |
|---|---|
| Fundação | Julho de 2023 |
| Seed | Oikos e Luxor (family offices) |
| Série A | Itaú Ventures (líder), Grupo Leste, Legend Capital |
| Capacidade atual | 20 MW (Xique-Xique, BA) |
| Meta 2026 | 40 MW |
| Meta 2029 | 500 MW |
| Mercado endereçável | 4 GW de curtailment no Brasil |
Fonte: Pipeline Valor, 22/04/2026
Como funciona o modelo
A Minter monta estruturas de contêineres com até 200 máquinas de processamento nos pontos de geração de energia renovável. Com isso, o excedente que seria cortado da rede passa a alimentar os data centers, reduzindo o desperdício e gerando receita para a geradora. A empresa descreve o modelo como mais barato, menor e modular que a infraestrutura convencional de grandes operadoras, e projetado para ser transportado para qualquer ponto do país. “A Minter torna possível monetizar o que vai ser perdido no curtailment e resolver a dor atual de várias geradoras”, afirma Stefano Sergole, CEO e fundador da startup.
O principal cliente hoje é o segmento de mineração de bitcoin, que exige grande volume de processamento com alta tolerância à intermitência de fornecimento. “Para o nosso modelo flexível, tem sido mais rentável nos posicionar em mineração de bitcoin”, diz Sergole. O segmento enfrenta volatilidade de preços: o bitcoin chegou a despencar 40% no início de 2026, o que reforça a aposta da startup em diversificar para computação em nuvem assim que o custo das máquinas cair.










