No Money20/20 USA, em Las Vegas, no domingo (18), o banco americano PNC defendeu oferecer todo meio de pagamento ao cliente, num painel sobre stablecoin em empresas. Circle e Fireblocks mostraram onde a prateleira emperra: segurança e conciliação contábil. Só cerca de 18% dos gestores de tesouraria se dizem à vontade com stablecoin, segundo pesquisa citada pela Fireblocks no palco.
Moderador do painel The Payments Supermarket, Jim Douglas, vice-presidente sênior (Senior Vice President) do PNC, comparou a oferta a um mercado cheio de opções, do dinheiro vivo ao cheque. “Queremos garantir que conseguimos oferecer todo canal de pagamento possível aos nossos clientes”, disse Douglas (em tradução livre). E emendou: “Eles sequer se importam?”. Na leitura dele, o cliente quer liquidação rápida, mas nem sempre liga para o trilho.
O supermercado de pagamentos visto por três lados
| Quem | Posição no painel |
|---|---|
| PNC (banco, moderador) | Quer todo canal de pagamento na prateleira e pergunta se o cliente liga para o trilho |
| Circle (emissora do USDC) | Stablecoin como opção a mais, ao lado da moeda tradicional, conforme quem envia e quem recebe |
| Fireblocks (infraestrutura de ativos digitais) | Adoção depende de segurança e de conciliar cada transação para o auditor |
Falas do painel no Money20/20 USA. Fonte: Money20/20
O freio da stablecoin fica no back office
Quem citou a pesquisa dos 18% foi Tal Zackon, vice-presidente sênior de tesouraria (SVP of Treasury) da Fireblocks. Para ele, a barreira tem duas camadas: a segurança da infraestrutura e a pergunta que o financeiro leva ao conselho, sobre como lançar aquelas transações no sistema de gestão da empresa e explicá-las ao auditor.
Zackon fundou a TRES, plataforma de back office cripto que a Fireblocks comprou por US$ 130 milhões no início de 2026, segundo a página dele no evento. No palco, comparou as 25 blockchains em que a Circle opera a 25 redes Swift. “Cada blockchain se comporta de um jeito. A estrutura de dados é diferente”, disse (em tradução livre). Ele contou o caso de um cliente com bilhões de microtransações por mês e quatro pessoas no financeiro; pela conta dele, o Walmart tem cerca de 1.100 pessoas no financeiro para o mesmo número de transações.










