No Money20/20 USA, em Las Vegas, no domingo (18), Alex Blania, CEO da Tools for Humanity e cofundador da World com Sam Altman, lançou no palco o World ID para bancos e finanças. O pacote, já disponível, permite a instituições financeiras confirmar que há uma pessoa real e única por trás de transferências, pedidos e agentes de IA.
Blania dividiu o palco do Sunday Night Live com Bam Azizi, CEO da Mesh, numa conversa sobre identidade digital e sobre como provar que se é humano numa economia movida por IA. “Uma das crenças centrais que tínhamos é que o futuro seria agêntico. […] Precisaríamos de uma prova de humano, e uma tecnologia assim acabaria sendo uma espécie de porta de entrada para quase qualquer transação na internet”, disse Blania (em tradução livre).
Três provas e uma visita ao Orb
O produto guarda três provas criptográficas no World ID app, que a empresa diz estar disponível em mais de 150 países. A visita única ao Orb, o aparelho de verificação da World, gera a prova de humano. O celular faz a checagem de vivacidade da prova de presença. Já a prova de atributos tira de um documento oficial um dado só, como idade ou nacionalidade, e esconde o resto.
O que cada prova do World ID confirma
| Prova | O que confirma | Como se obtém |
|---|---|---|
| De humano | Pessoa real e única | Visita única a um Orb |
| De presença | A pessoa está ali naquele momento | Checagem de vivacidade no celular |
| De atributos | Idade ou nacionalidade, sem mostrar o resto | Documento oficial do governo |
Descrição do produto pela empresa. Fonte: World
Nos bancos, a World propõe amarrar a uma pessoa verificada a aprovação de transferências eletrônicas e a recuperação de conta, contra o sequestro de contas. Os primeiros parceiros de design são Bain Capital, OpenExchange, Outtake, Pantera Capital e VanEck Funds. A base, pelos números da empresa, soma mais de 18 milhões de pessoas com prova de humano, apresentada mais de 475 milhões de vezes.
No pano de fundo está a fraude: a Deloitte projeta que a IA generativa pode levar as perdas com fraude nos EUA a US$ 40 bilhões em 2027, ante US$ 12,3 bilhões em 2023.










