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IA nos bancosIA · Bancos

Grupo Santander testa IA a €0,03 por interação, ante €5

Laboratório de IA do Santander, com apoio da Nvidia, vem trocando modelos grandes por menores e, em testes, viu o custo por interação cair de €5 para €0,03.

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· 4 min

casa.da.photo / Shutterstock.com

O Grupo Santander diz ter levado o custo de servir inteligência artificial de cerca de €5 para cerca de €0,03 por interação, em casos de uso experimentais selecionados. A queda veio com a troca gradual de modelos grandes, de uso geral, por modelos menores, treinados para tarefas bancárias específicas, no Santander AI Lab, que trabalha com apoio da Nvidia.

O banco divulgou o resultado nesta segunda-feira (19), em comunicado datado de Madri e de Santa Clara, na Califórnia, que a PYMNTS também noticiou. Num caso experimental de atendimento ao cliente, o custo caiu mais de 50% com um modelo mais eficiente, e a qualidade das conversas subiu no mesmo teste.

Grupo Santander · IA nos testes do laboratório

Modelos menores baratearam a IA nos experimentos do banco

Resultados em casos de uso experimentais, segundo o Santander

Resultados de IA do Grupo Santander em testes: em casos de uso experimentais selecionados, o custo de servir os modelos caiu de cerca de €5 para cerca de €0,03 por interação; num caso experimental de atendimento ao cliente, o custo caiu mais de 50% com melhor qualidade de conversa; Santander e Nvidia firmaram um marco de colaboração de três anos.

Números autodeclarados pelo banco, medidos em ambiente experimental. Fonte: comunicado do Banco Santander (19/10/2026). Arte: Let’s Money.

Como o laboratório escolhe o modelo para cada tarefa

O laboratório serve de etapa de prova: as tecnologias de IA passam por ele antes de chegar ao resto do grupo. A ideia é medir qual modelo resolve cada tarefa e colocá-lo para rodar da forma mais eficiente. As comparações em atendimento ao cliente deram sinais de que modelos menores e especializados podem ter desempenho forte nas tarefas bancárias para as quais foram ajustados.

Do teste à operação: as peças do laboratório de IA do Santander

Peça Papel no laboratório
Model Arena (do banco) Compara modelos open-weight em tarefas bancárias e indica o modelo de cada carga; vai ganhar versão para agentes
NeMo Customizer (Nvidia) Especializa os modelos escolhidos
Kumo (Nvidia) Modelos fundacionais open-weight para dados estruturados, base da inteligência de core banking
Dynamo-Triton (Nvidia) Roda a inferência dentro da arquitetura própria do banco; é a abordagem a que o banco credita o corte no custo de servir

Ferramentas descritas pelo banco. Fonte: Banco Santander

O passo seguinte é levar esse método aos agentes de IA. O laboratório amplia o Model Arena para desenhar, simular, avaliar e supervisionar agentes bancários, e submete a IA conversacional a testes adversariais em ambiente controlado. A meta declarada são agentes governados, com mais controle, mais segurança e custo operacional menor em escala.

Três anos de parceria e o custo por resposta como métrica

Para a próxima fase, Santander e Nvidia firmaram um marco de colaboração de três anos. As frentes listadas são modelos fundacionais, agentes de IA, prevenção a fraude e à lavagem de dinheiro, decisão em tempo real e simulação avançada, incluindo um gêmeo digital bancário.

Iñaki Bernal, chief artificial intelligence officer do Santander, chamou a Nvidia de peça-chave na infraestrutura, no software e na pesquisa por trás dos avanços recentes da IA. “Somado à escala do Santander em negócios, clientes e geografias, acreditamos estar numa posição única para transformar esses avanços em capacidades bancárias práticas”, afirmou.

Aser Blanco, Global Banking Lead da Nvidia, sustenta que transformar anos de dados em inteligência proprietária depende de treino e ajuste fino, e não do tamanho do modelo. “Neste novo mundo, o custo por resultado de inteligência é uma métrica-chave. O Santander está mostrando como isso fica em produção, com modelos menores, especializados nos dados do próprio banco, avaliados contra tarefas bancárias reais e servidos com eficiência suficiente para rodar na escala de um banco global”, afirmou.

Outros grandes bancos também revisam onde a IA roda. O JPMorgan leva parte da IA para dentro do banco com a SambaNova, rival da Nvidia.

Fora dos bancos, o preço da inferência já virou produto: a Ramp lançou um roteador de IA que distribui chamadas entre modelos de vários provedores numa API só.

O que observar

Os números saíram de experimentos escolhidos pelo próprio banco. A dúvida é quanto do corte, de euros para centavos por interação, se mantém quando o uso deixa o ambiente controlado e encontra volume real, sistemas legados e exigência de auditoria.

Vale acompanhar também se o custo por resposta entra no painel de gestão dos bancos grandes, ao lado de precisão e risco. Se modelos menores e especializados entregarem desempenho parecido, a escolha do modelo de cada tarefa ganha peso sobre o tamanho dele.

Fontes: Banco Santander • PYMNTS • Let’s Money: JPMorgan e a IA dentro do banco • Let’s Money: roteador de IA da Ramp

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