Agentes de IA já transacionam em nome do cliente, disse Scott Meadows, da Coinbase, e a confiança foi o tema que atravessou quatro palcos do Money20/20 USA, em Las Vegas, na segunda-feira (19). Executivos do PayPal, da Coinbase, do Google e do PNC discutiram quem garante a compra do agente e o papel do humano.
PayPal compara o momento ao começo do e-commerce
Enrique Lores, President & CEO do PayPal desde março de 2026, conversou com Karen Webster, CEO da PYMNTS. “Vemos isso como a melhor oportunidade que temos de diferenciar o PayPal no mundo, porque os consumidores amam a marca e confiam na marca”, disse sobre os agentes, em tradução livre.
Quando agentes comprarem de lojistas pelo consumidor, a confiança terá de valer nos dois sentidos, segundo Lores. “Os lojistas vão ter que saber que aquele é um agente real, que tem dinheiro para pagar. Os consumidores vão ter que saber que aquele é um lojista, um agente, um agente de um lojista real. Esse é o papel que desempenhamos quando o e-commerce começou”, afirmou.
Meadows, Head of Business Development da Coinbase, falou num painel mediado por Will Artingstall, Head of Banking as a Service do Citi. “Saímos de um ambiente em que o foco era só leitura e coleta de informação para agora permitir que muitos dos agentes consigam de fato transacionar em seu nome”, disse, em tradução livre.
A dúvida, segundo ele, é o desenho do controle: “É humano no circuito? É autônomo com limites predefinidos? É totalmente autônomo?”. O leque é amplo e muda conforme a plataforma e seu apetite a risco. Para Meadows, “cabe a negócios como o nosso, que ajudam a atender esse caso de uso, construir a opcionalidade e os controles tanto para o agente quanto para o usuário final”.
Money20/20 USA · agentes de IA e confiança
Quatro executivos, quatro lugares para pôr a confiança no agente
Quem
Onde pôs a confiança
Enrique Lores, PayPal
Nos dois lados da compra: o lojista precisa saber que o agente é real e tem dinheiro; o consumidor, que o lojista é real
Scott Meadows, Coinbase
No grau de autonomia, de humano no circuito a totalmente autônomo, com controles para o agente e para o usuário
Stavan Parikh, Google
Na confiança de lojista, vendedor e comprador no agente, que ele trata como tarefa a resolver
Bill Demchak, PNC
No humano, que segundo ele sempre vai estar envolvido em bancos e finanças
No painel do Google, sobre IA que lê dados de pagamento para flagrar fraude e prever caixa, Stavan Parikh, VP/GM, Payments da empresa, dividiu o palco com J.P. Morgan e Visa. “A confiança que um lojista, um vendedor e um comprador podem de fato depositar num agente, quando ele de fato aparece, vai ser algo incrivelmente importante que precisamos resolver”, disse, em tradução livre.
William (Bill) Demchak, Chairman & Chief Executive Officer do PNC, entrevistado por Liz Claman, da Fox Business Network, disse que grandes bancos provaram ser possível ganhar fatia no varejo com presença e bons produtos. “Você faz isso pelo atendimento ao cliente. Você faz isso pela presença. Você faz isso com ótimos produtos, e você faz isso cuidando”, afirmou. Sobre agentes, disse, em tradução livre: “Acho que o humano sempre vai estar envolvido em bancos e finanças”.
Para carteiras digitais, bandeiras e bancos, a pergunta é quem vai atestar que um agente é real e tem saldo. Outra é quem escolhe o grau de autonomia: a plataforma, o provedor de pagamento ou o cliente. Vale acompanhar se o humano no circuito vira exigência ou opção de produto, e como se divide a responsabilidade quando o agente compra o que o cliente não queria.
Fontes: Money20/20 USA: sessão do PayPal • Money20/20 USA: sessão da Coinbase • Money20/20 USA: sessão do Google • Money20/20 USA: sessão do PNC