A rapidez no atendimento está entre as principais expectativas dos clientes de bancos corporativos e de investimento. No World Corporate and Investment Banking Report 2026, estudo do Capgemini Research Institute, 58% dos clientes corporativos e de outras instituições financeiras pesquisados esperam respostas mais rápidas e em tempo real de seus bancos. O levantamento também mostra que 49% buscam um relacionamento personalizado e adaptado às suas necessidades.
A pesquisa da Capgemini, grupo de tecnologia com 420 mil profissionais em mais de 50 países e receitas globais de 22,5 bilhões de euros em 2025, cobre 11 países, entre eles o Brasil, e ouviu executivos de bancos, de grandes empresas e de instituições financeiras não bancárias.
Só 20% dos clientes estão satisfeitos com seus bancos
A expectativa por agilidade se soma à pressão competitiva enfrentada pelos bancos tradicionais. Pela pesquisa, 85% dos clientes corporativos entrevistados já se relacionam com instituições financeiras não bancárias ou planejam fazê-lo nos próximos 12 meses. O estudo também revela que apenas 20% dos clientes pesquisados estão satisfeitos com os serviços que recebem de seus bancos.
Capgemini · bancos corporativos sob pressão
Satisfação baixa e clientes abertos a instituições não bancárias
Além da velocidade de resposta, os clientes querem serviços conectados aos processos de suas organizações. No levantamento, 62% valorizam interações digitais, de autoatendimento e sem atritos, e 48% esperam plataformas integradas aos seus sistemas e fluxos de trabalho. Outros 40% buscam soluções financeiras inovadoras e personalizadas.
Capgemini · o que os clientes esperam dos bancos corporativos
Canal digital sem atrito e resposta rápida lideram a lista
% dos clientes pesquisados que citam cada expectativa
Para os bancos, o relatório aponta a necessidade de modernizar processos e modelos de atendimento para responder a essas expectativas.
Principalidade exige mais que portfólio
Na avaliação de Jamile Leão, head de Consultoria de Negócios em Serviços Financeiros e Open Finance da Capgemini Brasil, a principalidade exigirá mais do que as ofertas de portfólio transacional de produtos, uma boa experiência e eficiência operacional.
“O pilar para consolidar a resiliência e assegurar a liderança de mercado reside, justamente, na capacidade de gerar valor genuíno a partir do relacionamento, sendo um parceiro estratégico com conhecimento profundo do negócio do cliente corporativo”, destaca a executiva.
O relatório reúne entrevistas com 150 executivos seniores de bancos corporativos e de investimento, 300 executivos seniores de grandes empresas e 300 executivos seniores de instituições financeiras não bancárias. Os dois últimos grupos representam organizações com receita anual de pelo menos US$ 1 bilhão. A pesquisa contempla Brasil, Canadá, França, Alemanha, Hong Kong, Japão, Arábia Saudita, Singapura, Espanha, Reino Unido e Estados Unidos.
O que observar
O estudo interessa principalmente a bancos com carteira de grandes empresas e a instituições não bancárias que disputam esse cliente. Os números indicam onde está a cobrança: velocidade de resposta, canais digitais sem atrito e integração com os sistemas e fluxos de trabalho de quem contrata. Vale acompanhar como as instituições vão modernizar processos e modelos de atendimento para elevar uma satisfação que hoje alcança apenas 20% dos clientes pesquisados.