Ir para o conteúdo
Publicidade
Banner do BMP Fullbanking

Money20/20 USACripto · criptomoedas

Visa e Mesh vão abrir 175 mi pontos de venda a saldo cripto

Parceria vai permitir pagar na loja e online com saldo de cripto e stablecoin guardado em carteiras digitais; data de início ainda será anunciada.

por

· 3 min

shutterstock 2411567093
Piotr Swat / Shutterstock.com

A Mesh, rede de pagamentos em cripto, e a Visa anunciaram na segunda-feira (19), em Las Vegas, durante o Money20/20 USA, uma parceria para que saldos em cripto e stablecoin guardados em carteiras digitais paguem compras em mais de 175 milhões de pontos de venda que aceitam Visa, na loja física e online. Data de início, aparelhos compatíveis e plataformas participantes ainda serão anunciados.

“Cripto nunca teve problema para ser gasta; tem um problema de última milha, e até agora resolvê-lo significava ter um cartão à parte”, disse Bam Azizi, CEO e cofundador da Mesh (em tradução livre). No domingo (18), Azizi dividiu o palco com Alex Blania, CEO da Tools for Humanity, na noite em que a World lançou no Money20/20 uma prova de humano para bancos.

Como o pagamento vai funcionar

Pelo desenho anunciado, uma credencial Visa será criada nos bastidores, e o usuário não vai precisar vender o ativo, transferir ou carregar saldo antes. Ele vai aproximar o celular de uma maquininha comum, sem contato, ou fechar a compra no site. No momento do pagamento, a Mesh vai definir de qual saldo sai o dinheiro, entre cripto, stablecoin e moeda fiduciária, e fazer a conversão. O lojista vai receber um pagamento Visa comum, sem trocar de equipamento e sem mexer no checkout.

A meta é pôr ao alcance desses saldos a rede da bandeira, presente em mais de 200 países e territórios e com US$ 14,2 trilhões em pagamentos no ano fiscal de 2025.

Visa · rede de aceitação

A rede da Visa que a parceria quer abrir a saldos cripto

Números da Visa, não da parceria; volume do ano fiscal de 2025

Números da rede da Visa que a parceria com a Mesh pretende abrir a saldos em cripto e stablecoin: mais de 175 milhões de pontos de venda, mais de 200 países e territórios, e US$ 14,2 trilhões em volume de pagamentos no ano fiscal de 2025. Fonte: Mesh.

Números da Visa citados pela Mesh no anúncio da parceria. Fonte: Mesh (19/10/2026). Arte: Let’s Money.

Quem integra e quem cuida do cadastro

Para carteiras e exchanges onde o usuário guarda os saldos, a proposta é uma única integração com a Mesh, no lugar de montar do zero emissão de cartão e processamento. A Mesh assume o papel de gestora do programa (program manager), responsável pelo cadastro dos usuários e pelo KYC. Fundada em 2020, a Mesh tem mais de 200 empresas usando sua rede, que chega a centenas de milhões de usuários por meio de parcerias com KAST, Majority, Félix Pago, Kalshi e Tools for Humanity. Quais plataformas vão oferecer o pagamento com Visa ainda não foi definido.

“Os consumidores esperam cada vez mais usar o seu dinheiro como e onde quiserem”, disse Rubail Birwadker, Global Head of Growth da Visa (chefe global de crescimento), em tradução livre. A bandeira vem abrindo frentes em stablecoin, e o Visa Direct passou a aceitar USDC para pré-financiar envios.

A Mesh parte de um descompasso. Os donos de cripto no mundo chegaram a 774 milhões em junho de 2026, pela estimativa da Crypto.com, mas, segundo a Mesh, quase nada desse valor chega ao gasto do dia a dia. Pela descrição da Mesh, quem quer gastar em moeda comum um saldo em stablecoin hoje saca para a conta no banco e espera, ou adere a um cartão ligado a uma só plataforma. É o modelo de fornecedoras de infraestrutura de cartão como a Rain, que une cartão e saque em carteira de stablecoin para apps.

O que observar

O primeiro ponto é o calendário: sem data, aparelhos nem carteiras definidos, a parceria ainda é um desenho de produto. Vale acompanhar quais plataformas entram primeiro, em quais países, e quem paga pela conversão do saldo na hora da compra: o usuário, a carteira ou a orquestradora.

Para as emissoras de cartão cripto, um modelo que dispensa o cartão à parte muda a conversa com as carteiras, que poderiam oferecer gasto na rede da bandeira sem montar programa próprio. E, com o KYC nas mãos da gestora do programa, a pergunta é como os reguladores vão dividir a responsabilidade quando o saldo fica numa empresa e a identificação do cliente, em outra.

Fontes: Mesh • Money20/20 • Crypto.com • Let’s Money

Compartilhar essa notícia

Let's News

Entenda o dinheiro antes do mercado.

Ao assinar, você concorda com a política de privacidade.

Sem spam. Cancele quando quiser.

Mais notíciasCripto
Ver a editoria →

Mais artigos de Cripto →

Let's News

Ao assinar, você concorda com a política de privacidade.

Sem spam. Cancele quando quiser.