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RodadaCripto · Mural

Fintech Mural capta US$ 15 mi com Tether e expande no Brasil

A Mural, que gerencia contas, pagamentos e compliance para fintechs, levanta US$ 15 mi em rodada liderada pela Tether e soma US$ 28 mi captados.

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· 3 min

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A Mural, sistema de registro para fintechs e plataformas preparado para os marcos regulatórios locais, concluiu uma rodada Série A de US$ 15 milhões liderada pela Tether. Com o aporte, o total captado pela empresa, fundada em 2022 e sediada em Nova York, chega a US$ 28 milhões. Os recursos vão apoiar a expansão global da Mural, que amplia a operação no Brasil e fortalece as atividades na Argentina, na Colômbia e no México, com planos de chegar a outros países da América Latina.

A rodada teve ainda a participação da North Island Ventures e de outros investidores que já estavam na base, entre eles Sebastián Mejía, cofundador e ex-presidente da Rappi, e Wences Casares, pioneiro de fintechs na Argentina e fundador da Patagon e do Xapo Bank.

Mural · captação e volume processado

Série A de US$ 15 milhões leva o total captado a US$ 28 milhões

Rodada liderada pela Tether e volume de pagamentos desde o lançamento da API, em 2025

Números da Mural: rodada Série A de US$ 15 milhões liderada pela Tether, total captado de US$ 28 milhões com o novo aporte e US$ 2,1 bilhões em volume de pagamentos para usuários finais em 128 países desde o lançamento da API, em 2025.

Dados divulgados pela empresa. Fonte: Mural (20/10/2026). Arte: Let’s Money.

US$ 2,1 bilhões processados desde 2025

A Mural se apresenta como um sistema único para gerenciar contas, pagamentos, identidade e conformidade regulatória por trás de produtos financeiros criados para pessoas e para os agentes autorizados a agir em nome delas. Ela cuida das licenças, das relações bancárias e dos trilhos de pagamento locais e em blockchain, peças que muitas empresas globais hoje combinam a partir de dezenas de ferramentas, bancos parceiros e fornecedores de compliance.

Desde o lançamento de sua API, em 2025, a Mural processou US$ 2,1 bilhões em volume de pagamentos para usuários finais em 128 países. O volume de 2026 até agora é quase seis vezes maior que o total de todo o ano de 2025.

Do Pix às contas em dólar

No Brasil, o volume de stablecoins cresceu no mesmo ritmo do Pix nos últimos anos.

“O Brasil mostrou a rapidez com que as pessoas adotam formas melhores de pagar. O Pix se tornou parte do dia a dia em poucos anos, e as stablecoins agora seguem o mesmo caminho para quem precisa de dólares”, afirma Sinclair Toffa, CEO e cofundador da Mural.

A Tether, que liderou a rodada, é a emissora do USD₮, a maior e mais utilizada stablecoin do mundo. “À medida que os agentes começam a movimentar dinheiro, essa conexão com os bancos, as redes de pagamento e os sistemas de conformidade regulatória nos quais o mundo ainda se apoia se torna essencial, e a Mural já faz isso em escala”, disse Paolo Ardoino, CEO da Tether.

Fundadores com passagem pela Palantir

Os fundadores da Mural, Sinclair Toffa e Chris Fernandes, trabalharam como engenheiros da Palantir integrando sistemas independentes em empresas da Fortune 100. A Mural levou para o setor financeiro o modelo forward-deployed da Palantir: seus engenheiros atuam lado a lado com os clientes, in loco, em cada mercado, e lançam a integração junto com eles. “Apostei primeiro na equipe. Eles vêm da Palantir e sabem construir soluções que funcionam em ambientes complexos”, afirma Mejía.

Dólar, stablecoin e moeda local na mesma conta

Clientes como Deel, Opera e axexo usam a Mural para criar produtos financeiros, como fluxos de folha de pagamento e de remessas, em que os usuários finais mantêm dólares, stablecoins e moeda local em uma conta unificada. Os controles incluem limites de conta, contrapartes aprovadas e aprovações personalizadas para pagamentos maiores.

No Brasil, a Mural já atende fintechs, plataformas e empresas globais. No mesmo tipo de oferta, a Mastercard une moeda e stablecoin numa conta para fintechs.

O que observar

O movimento interessa a fintechs e plataformas de software que querem oferecer contas em dólar, stablecoins e moeda local sem montar do zero a camada de licenças e compliance. Vale acompanhar o ritmo da expansão na Argentina, na Colômbia e no México, quais outros países da região entram na lista e como evoluem os controles para agentes que movimentam dinheiro em nome de pessoas.

Fontes: Mural • Tether • Let’s Money: Stablecoins crescem 3,3 vezes no Brasil, ritmo do Pix • Let’s Money: Mastercard une moeda e stablecoin numa conta para fintechs

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